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 A Biblioteca

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Willow Kuffman
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MensagemAssunto: A Biblioteca   Sab Mar 08, 2014 7:32 pm



Biblioteca Publica


A biblioteca conta com uma grande coletânea de livros, dos mais variados gêneros e culturas, dispostos organizadamente em grandes e trabalhadas estantes de mogno. As estantes se alinham de forma vertical em relação às grandes portas de entrada e paralelamente uma das outras, divididas por corredores largos que permitem a passagem de até duas pessoas ao mesmo tempo.

Ventiladores convencionais estão pendurados no teto em cada uma das repartições, e uma escada leva à uma área superior, onde se pode encontrar o local de leitura, com um grande espaço e diversas poltronas espalhadas aos cantos, com mesas e cadeiras a ocupar o centro do local. Cada local tem seu abajur próprio, que emite uma luz tenra, própria para leitura.

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Kathryn H. Quiin
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 11:18 am

Biblioteca


''Preocupação'' essa seria a melhor palavra para definir como Katy se sentia no momento, anos passavam e a cura para essa terrível infecção que tirou os aspectos humanos de diversas pessoas, não era encontrada. Nem mesmo pela surpreendente sabedoria da mulher, aquilo era mais complexo, mais complicado, necessitava de o máximo de atenção possível. ~ Humpf, anos de pesquisas e nunca um resultado definido.~Resmungava, enquanto cambaleava pelas ruas seguras do distrito. ''Desistir'' era uma palavra que não existia no vocabulário da loira, encontraria uma cura . Mesmo que demorasse, sabia que existia outros cientistas pelo âmbito, conhecia a maioria deles, mais não pretendia deixar que um deles lhe tirasse a gloria e a satisfação de descobrir algo que terminasse com todo aquele inferno que várias pessoas estavam passando. O que seria melhor para fazer naquele momento? Ler! isso daria mais tempo para o celebro e quem sabe isso o fazeria apresentar novas ideias. Durante todo o percusso até a biblioteca evitou olhar para qualquer pessoa, tudo o que ela não precisava nesses tempos de mortes, era laços amorosos. Com as mãos enfiadas no bolso da jaqueta adentrou na única biblioteca do distrito, abriu um sorriso carregado de alivio, quando notou que o recinto estava vazio. Suas pálpebras pesavam e um sono sereno preenchia seu corpo, a tentando a dar um cochilo suave.~ O fim do mundo próximo...e..~ Interrompeu a si mesma enquanto andava em passos discretos pelos corredores do lugar, passava o dedo indicador por cada livro enquanto seus olhos percorriam por entre os mesmos, a procura do livro ideal. Alguns segundos depois e pegara um livro de ciências, Postou-se perto a escada que levava  até a parte superior, em seguida a subindo. Sem delongas, acomodou-se em uma mesa com um abajur bem colocado ao lado, abriu o livro e em um gesto rápido, aproximou o abajur do livro, começando a ler calmamente. Quando julgou que já havia lido o suficiente, aparatou dali indo para seu laboratório.


THANK YOU, CUPCAKEGRAPHICS! Annie <3



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Última edição por Kathryn H. Quiin em Seg Mar 17, 2014 5:00 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 12:28 pm

Off: seu template ta sem os créditos e.e que coisa feia isso não é certo sabia? deixe sempre no final do post quem criou o template se retirar isso é uso indevido de conteúdo criativo o que burla uma das leis da forumeiros Ç - Ç pobres programadores

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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 12:57 pm

~ [ Off ]~ Vish, apaguei sem querer, Annie ira me matar. Obrigada por avisar. ~

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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 1:18 pm

Off: Denada, é que eu faço faculdade de programação e sei que montar um code inteiro e alguem copiar sem dar credito é triste, xD se for a Annie que eu acho que é ela ia matar mesmo :3

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Morgan L. Cunninghan
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 8:07 pm

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O vento fazia com que o meu cabelo caísse insistentemente sob meus olhos, e não havia nada com que pudesse prender as cascata ruiva. Bufo enquanto o arrumo novamente as mexas para longe do rosto. Coloco as mãos nos bolsos do velho moletom de Oxford e entro no grande prédio que é a Biblioteca, e o familiar cheiro de livros invade minhas narinas. Um sorriso mínimo surge em meus lábios e eu sigo em silencio dentre as prateleiras, procurando algo com o que me distrair. O dia estava relativamente calmo, e resolvi parar por algum tempo. Só o suficiente para esfriar a cabeça.
Pego um livro que já me era característico. Admirável mundo novo era um livro que estava constantemente em minhas mãos. Eu adorava qualquer coisa que tivesse distopia. Acho que uma situação parecida com a que eu me encontrava agora me atraia. Ajudava a me sentir menos perdida. Pelo menos é o que eu achava.
Começo a folhear o livro distraidamente, caminhando em direção às mesas para sentar, mal vendo por onde ia.
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Baptiste R Schimmelpfenn
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 8:29 pm

Knowing is a Bless

Era apenas mais uma entediante tarde de sábado quando Baptiste resolveu fazer algo da vida e sair da sua toca. Para muitas pessoas, o termo "toca" pode ser uma referência para o próprio quarto, talvez casa... Mas não para o rapaz tratado aqui. Para Baptiste, sua toca, seu ponto de paz, era o escritório de pequeno porte que havia conquistado na prefeitura. Era essencial para um novo político simplesmente amar o que faz. Há pouco havia atingido a maioridade, mas ainda assim tinha tanta responsabilidade quanto um homem com o triplo de anos de experiência, o que era um peso, mas ao mesmo tempo um certo alívio para o garoto prodígio. Um paradoxo que escrevia a sua vida.
Quando foi praticamente expulso da sua sala, Baptiste não pensou muito para onde queria ir. Ele conhecia o distrito, conhecia os locais, mas por saber que logo teria uma de suas reuniões de conselho, decidiu que sair para um bar e beber definitivamente não era a sua melhor opção. O melhor era permanecer sóbrio e pensante enquanto ainda pudesse, e por essa razão, a biblioteca foi o destino escolhido. O garoto adentrou o estabelecimento, arrastando os dedos pela estante em busca de algum livro que lhe agradasse. Desde a infestação, a variação de livros havia se tornado muito pobre, porém ainda interessante. Nada como os livros alemães que costumava ler quando mais novo, ou então uma obra maquiavélica, mas ainda assim, suficiente. Pegando um livro de capa dura e vermelha, o garoto o abriu dando uma lida em sua introdução. Após um curto período, decidiu dar uma chance a obra e assim, caminhou em direção a uma das mesas para se sentar. Por pura distração, de talvez ambos os lados, o garoto não reparou a pessoa que vinha, e como ambos não pararam seus passos, o encontro se acabou com uma batida, fazendo que com o impacto, ambos os livros, carregados por ele e por ela, fossem de encontro ao chão.
-Oh meu Deus. -Falou o garoto de forte sotaque alemão. -Me perdoe, não te vi aí.
Usou seu melhor tom de desculpas enquanto se abaixava e resgatava ambos os livros, erguendo aquele que a garota ruiva lia em sua direção. Baptiste teve de piscar algumas vezes. A menina com quem havia chocado-se era extremamente bonita. Tinha lisos e finos cabelos ruivos e uma pele branca que lhe dava certo ar de suavidade. Ela parecia um tanto atordoada, assim como ele, mas por um momento o garoto recuperou seus modos, abrindo um sorriso. Notou o moletom que a garota usava.
-Oxford... Wow. Se ainda existisse essa faculdade, seria lá que eu iria estudar.
Sorriu, tentando ao máximo se redimir por sua falta de atenção.

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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 9:01 pm

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Achava fascinante a forma como seres humanos eram produzidos no livro. A ideia de que algo tão... complexo quanto uma pessoa pudesse ser manipulada de tal forma, desde os genes, de modo a determinar até mesmo o comportamento e a maneira de pensar, era cruel, mas tentadora e extremamente fantasiosa, principalmente com a tecnologia de que dispúnhamos no momento. Por diversas vezes, depois que já me encontrava no distrito, me perguntara se os infectados não eram algum tipo de resultados desastrosos do governo, ou talvez uma arma biológica. Não parecia certo que fosse natural a ponto de dizimar quase toda a humanidade. Nem a natureza seria tão cruel conosco.
Fui tirada de meus devaneios ao esbarrar com alguém, amaldiçoei quem quer que fosse, mentalmente, pois também estava errada de andar sem sequer prestar atenção ao redor. Não era típico de minha pessoa ser desatenta, mas livros tinham o poder de me tirar do ar.
O volume de capa marrom clara e gasta, pela idade e pelo uso, cai com um ruído surdo no chão, junto ao livro que provavelmente o outro carregava. Fiz menção de abaixar para pegar, mas a pessoa em quem esbarrara foi mais rápida, pedindo desculpas. Tinha um sotaque estranho, ao qual eu não conseguia identificar ao certo. Parecia alemão, mas nunca tivera contato com muitos estrangeiros no distrito.
- A culpa foi minha, desculpe. – Senti as bochechas arderem, enquanto encarava o rapaz. Não era muito mais velho que eu, tinha olhos castanhos profundos, um rosto anguloso. Bonito. Recobro a postura usual e pego rapidamente o livro de suas mãos, agradecendo com um aceno da cabeça. – Ah, sim, era uma das melhores universidades de onde vim, mas eu teria uma preferência maior por Cambridge. – eu nunca, de fato, deixara com que o sotaque britânico sequer enfraquecesse. – é uma das coisas pelas quais mais lamento desde o inicio de toda esta confusão.
O rapaz me parecia familiar, como membro da patrulha, eu costumava andar por toda a cidade, conhecia muitas pessoas apenas pela face, mas não conseguia me lembrar de onde já o vira. Ou talvez ainda estivesse atordoada pelo esbarrão.
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 9:21 pm

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O alívio tomou conta de Baptiste quando a menina não tentou arrancar fora sua cabeça. Na verdade, por conta da queda ela ainda parecia um tanto atordoada e confusa, mas não deixou de responder a qualquer tentativa que o garoto havia tido em socializar. Com um sorriso simpático no rosto, o menino ergueu a mão para a ruiva que havia caído e esperando por sua resposta, esperou para que pudesse ajuda-la a se levantar. Ela parecia tão frágil com os cabelos ruivos e a pele branca como a porcelana, que o menino se sentiu culpado por te-la derrubado. Era como se a garota pudesse quebrar com o simples toque. O pensamento que tomou a mente do garoto naquele momento lhe deixou sem graça e limpando a garganta, desviou os olhos para o livro em sua mão. Quais eram as chances de se conhecer alguém na biblioteca? Os números jogavam a seu favor. Sorriu quando ouviu o que a ruiva respondeu.
-Todas são faculdades excelentes. Mas perdoe-me perguntar... Com esse sotaque britânico... Arrisco dizer que é inglesa. -Comentou. -Não que eu seja o rei do sotaque, eu mesmo não sei falar um inglês limpo. -Soltou uma risada divertida, ainda fitando a menina com cautela. -Supondo que venha da Inglaterra... Por que não Harvard? Teria sido uma das minhas primeiras opções se tivesse acesso.
Contou, se lembrando de quando era menino e como costumava sonhar com seu pai de um dia poder viajar a inglaterra e poder finalmente estudar na universidade dos seus sonhos. A verdade era que Baptiste havia aprendido a língua inglesa por conta disso, mas sotaque sempre foi algo difícil de se perder... Algo como raízes germanas fortes, dizia o seu pai. Observou a menina atentamente quando ouviu seu comentário em relação a praga que agora dominava o mundo por todo. Sim... Haviam perdido tantas preciosidades que era deprimente apenas a lembrança daquilo.
-Espero que professores bons tenham sobrevivido, quem sabe criamos nossa própria Harvard?
Sorriu, em pensamento positivo como era de sua natureza fazer. Sempre um rapaz calmo e sempre olhando pelo lado bom das coisas, por mais que o mundo fosse composto ainda por eventos em série ruins. Limpou a garganta, apontando com o polegar para trás das costas, a mesa que se dirigia antes do pequeno incidente.
-Ia se sentar? Não quero atrapalhar a sua leitura, mas caso queira se juntar a mim...
Ofereceu. Seria bom poder conversar com alguém sem ter de usar da formalidade do escritório para variar.

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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 9:48 pm

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Balanço rapidamente a cabeça a fim de eliminar, de vez, o torpor e aceito sua ajuda para levantar, colocando-me de pé e recompondo a postura que todos sempre insistiam que eu deveria ter. Afinal, podia eliminar infectados e apartar brigas pelo distrito, mas ainda era uma garota de 19 anos. Ele era mais alto – muito mais - do que eu, o que me obrigou a levantar a cabeça para encara-lo. Assinto com o que o rapaz – cujo nome eu ainda não sabia – diz a respeito das universidades. E rio com a percepção do sotaque em minha voz.
- Sou de Leeds, e o sotaque é uma característica dependente da fonética e articulação do aparelho fonador. Não é exatamente algo que possamos mudar, pode se adaptar um pouco caso ocorra interação frequente com povos de outras línguas, mas se quer saber, acho que é um charme a mais. – faço aspas com os dedos para enfatizar. – E não tive a oportunidade de avaliar minhas opções, eu era muito nova quando tudo aconteceu, mas Cambridge foi onde meus pais se conheceram, então, eu sempre sonhei em conhece-la.
A lembrança de ambos fez-me tencionar os músculos e morder o lado interno de minhas bochechas, a dor causada pelos caninos arranhando a carne sensível afasta a saudade que sinto de ambos e encaro novamente o estranho com quem conversava. Eu normalmente não falaria tanto com alguém que não conheço, mas havia algo de... engraçado na forma como nos conhecemos. Eu me lembro de ver uma situação parecida em filmes quando era pequena, mas nunca pensei que fosse possível acontecer na vida real. – Aliás, me chamo Morgana. Prazer em conhece-lo. – Estendo a mão, num cumprimento casual. – Seria ótimo, uma nova Harvard... Apenas o fato de poder estudar algo mais do que estudamos depois de tudo já seria algo ótimo, acho que é por isso que gosto da biblioteca.
Assinto, concordando com o convide para juntar-me a ele. Não havia muita gente ao redor, e uma conversa casual não atrapalharia ninguém.
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 10:10 pm

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O garoto teve de piscar algumas vezes, um tanto surpreso com o comentário da garota em relação ao seu inicial sobre os sotaques. O garoto conhecia muito de livros, sempre teve as melhores notas de sua turma e era considerado inteligente, mas por ter tido uma aula em meio a uma conversa casual, sua vontade foi de sentar, gaguejar e aprender mais... Mas é claro que se conteve.
-Huh... Certo.
Foi tudo o que conseguiu responder, coisa que o fez praguejar por ter dito ainda mais com um sorriso retardado no rosto. O garoto balançou a cabeça como se estivesse acordando de um devaneio e desajeitado dirigiu os olhos para a capa do seu livro mais uma vez. Ela havia se tornado interessante de repente. Mesmo tento uma troca de olhares imaginária com a capa do seu livro, o garoto escutou cada palavra da história da menina e não pode conter o curto sorriso que ousou surgir em sua face. De fato uma bela causa para escolher uma universidade. Não sensata, mas bela. Baptiste caminhou até a mesa que queria se sentou e esperou por que a menina o acompanhasse, quando se acomodou na cadeira. A cor do livro, vermelha, fazia com que se lembrasse dos cabelos da menina com quem falava e esse fato deixou com que ficasse mais idiota do que estava. O que acontecia com o menino era um mistério, talvez por conta do baque momentâneo, mas para alguém se sempre foi perfeito em seus discursos e considerado um orador formidável, estava se parecendo mais com um bebê que aprendia suas primeiras palavras.
-Meus pais se conheceram na faculdade também... Ambos fizeram medicina.-Contou, sem saber bem o porquê. Voltou os olhos para a garota, arrumando a postura e voltando a parecer o velho Baptiste confiante que era, ao se lembrar dos seus pais. Sorriu. -Ele se casaram não muito depois... Mas eu nunca pensei em fazer a universidade dele. Para alguém que procurava pelo curso de diplomacia, como eu, Harvard era com certeza minha melhor escolha.
Contou em tom orgulhoso ao se lembrar de como era ótimo morar em Berlim. Se fosse por Baptiste, ele nunca deixaria aquele lugar onde havia costruído cada pequena peça da sua vida. Ele amava o seu país, mas infelizmente como todos ali, havia lutado pela sobrevivência que não deixou opções a escolha de ninguém. Soltou um curto suspiro, apoiando os braços sobre a mesa.
-Eu não creio que tenha te visto por aqui... O que é ruim para alguém que segue carreia política. -Sorriu, soltando uma curta risada. -Muito prazer, Morgana. Eu sou Baptiste.

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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 10:40 pm

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Sua resposta veio acompanhada de um sorriso, por mais desconexa que fosse. Arqueei a sobrancelha, e ajeitei o moletom, colocando as mãos nos bolsos do mesmo. Por um momento, me vi arrependida de ter saído de casa com o moletom velho, os jeans pretos deveras gastos e os All Stars, logo depois afastei o pensamento, confusa quanto de onde exatamente o mesmo veio, eu nunca fora de ligar para a minha aparência.
- Minha mãe era Advogada, e papai, promotor. Eu sei que não é um motivo concreto para se escolher onde estudar, mas ela me contava que nunca perceberia papai se não fosse a atmosfera de Cambridge. Acho que para uma menina de 11 anos isso parece magia pura. – Dou uma risada, sem graça. A ideia de me ver como a garotinha que eu era me parecia engraçada agora, eu mudara tanto. Me pergunto como seria se nada disso tivesse acontecido e encaro o jovem ao meu lado. –Meus pais ainda demoraram alguns anos depois da formatura, algo como meu pai agir como um ignóbil ciumento. – Um sorriso bobo toma minha face ao repetir as palavras de minha mãe. - Acho que nunca pensei exatamente o que gostaria de fazer depois de terminar o ensino médio. – Revelo. De fato, não passara pela minha cabeça, e eu normalmente evitaria o assunto. Não havia com quem me consultar, ou o porquê. E nem quem me aconselhasse. – Nesse aspecto, sou um tanto indecisa... Enfim.
Dou de ombros e seguimos para a mesa, tomo o lugar à sua frente, um tanto afastada, mas ainda perto para não dar a impressão de estar evitando-o ou algo assim. O que eu normalmente faria. Ele se apresenta, e sinto novamente as bochechas queimarem, agora com a certeza de que haviam corado. Eu deveria lembrar dos líderes do distrito, em parte. Mas tento não transparecer a preocupação. Eu já havia sido desatenta demais para um dia só. Assinto.
- Estou sempre pelo distrito, mas não sou exatamente alguém que quer ser notada. – Digo, dando de ombros novamente. Eu normalmente evitava ao máximo aparecer. Ser ruiva já me rendia olhares furtivos por onde quer que eu fosse, por isso preferia ficar nas sombras. - Você deve ser novo nos escritórios, não o reconheci de imediato.
Mecho nervosamente nas mangas do moletom, ainda muito maior do que o tamanho que eu usaria, eu não sabia exatamente como proceder agora, normalmente, não conversava ou interagia com muita gente. Direciono os olhos verdes para os seus, castanhos, novamente sentindo o ardor na face.
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Dom Mar 16, 2014 10:59 pm

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A conversa parecia fluir bem entre os dois jovens e Baptiste estava ficando tão entretido que sequer notou o tempo que passava. A garota de cabelos cor avermelhados era um tanto que interessante, mostrando uma mistura de fragilidade, por conta de sua aparência, mas também de grandeza e inteligência pela forma com que falava e parecia entender das coisas. Obviamente essas foram características que nada fizeram além de deixar o garoto completamente entretido. Era como assistir um paradoxo humano, coisa totalmente interessante. Era como se a cada palavra que saísse dos seus pequenos lábios avermelhados, ele quisesse ouvir mais.
Assentiu um tanto familiarizado com a história que Morgana contou. Morgana... Estava aí outra coisa que fazia de sua personalidade tão interessante. Um nome tão forte, com tanta carga, designado a uma garota que mais se parecia com uma boneca de porcelana. Baptiste franziu a testa mais uma vez castigando-se por seus pensamentos e mudou de posição na cadeira, enquanto escutava com atenção tudo o que a ruiva dizia. Teve de alargar o sorriso quando a viu corar.
-Não é alguém que queira ser notada? -Perguntou, um tanto inconformado com o que escutou. -Bem, desculpe, mas se tivesse te visto por aí, eu teria te notado e me lembraria de ter lhe visto antes...
Falou com um curto sorriso, como uma pessoa que conta uma vantagem, uma coisa sincera, e não como um forçado elogio designado a uma garota não qual ele estaria tentando cantar. Baptiste bateu a ponta dos dedos na capa dura do livro, como tinha mania de fazer por alguma razão inexplicável. Observou bem a garota, com medo de intimida-la com contato visual demais e faze-la desconfortável, tomando cuidado para não ser inconveniente e relaxou o corpo, sentindo-se -ou fazendo parecer que estava -confortável com a situação. Conversar com ela era agradável. Não havia motivos para se ficar tendencioso.
-Eu cheguei no distrito não há mais de dois anos... -Comentou, coçando a nuca ao responder o último comentário da menina. -Eu fiquei um ano para me ajustar, então sim, eu estou apenas a um ano nos escritórios... Mas eu adoro aquele lugar. -Comentou com um sorriso orgulhoso no rosto ao falar da sua profissão. -Mas cá entre nós, eu ouvi que estão rolando alguns boatos de que eu crio cultos satânicos dentro do meu escritório, ou que estou criando uma plantação de maconha porque passo muito tempo lá dentro. -Revirou os olhos. -Não sei como as pessoas inventam uma coisa dessas. Com certeza, a pessoa que acertou o que eu fazia lá não foi a mesma que inventou sobre os cultos satânicos. -Brincou, soltando uma curta risada. Balançou a cabeça negativamente. -Mentira. Não planto maconha... A não ser que esteja interessada na compra.
Falou em seu melhor tão brincalhão deixando claro que tudo o que ele dizia naquele momento era mentira e não passava de uma simples piada. Ele não queria que a garota acreditasse de fato que ele plantava maconha, mas decidiu que ela seria inteligente o suficiente para entender uma piada como aquela. O sorriso no rosto do garoto era largo e ele nem reparou que o relógio girava seu ponteiro mais e mais. Estava concentrado na menina de cabelos cor de fogo e o pequeno ritmo que fazia com os dedos na capa do livro vermelho.

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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Seg Mar 17, 2014 8:57 pm

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Dou um sorriso e apoio os rostos em ambas as mãos, arqueando as sobrancelhas. Eu me sentia confortável, esta parecia ser a melhor palavra para descrever a forma como estava relaxada.
- Bem, não consigo me apegar muito às pessoas, entende. Por isso eu prefiro ser levemente invisível. Apareço apenas o suficiente pra mostrar que estou aqui, mas não a ponto de dizer exatamente “hey, vamos ser amigos para sempre, até os infectados te levarem embora como fizeram com a maioria das pessoas que eu já conheci na minha vida”. – Aquilo soou irônico, e rude se comparado a toda a educação com que Baptiste estava me tratando, e me sentir corar de novo (algo que eu não pretendia transformar em hábito, o ardor nas maçãs do rosto é, de fato, um incômodo). Encaro o tampo escuro da mesa, mas volto a fita-lo em seguida. – Não significa que não possa ter uma exceção ou outra de vez em quando. – Pontuo e apoio novamente o rosto nas mãos, suspirando de leve. Sem próximo comentário faz com que eu sorria de canto, lembro que Mitch dizia que era um sinal claro de que eu iria aprontar algo, olho para as estantes. – Bem, tente procurar nas sombras, às vezes elas escondem coisas surpreendentes.
Ele explica que está há pouco tempo no distrito, e há apenas um ano nos escritórios. Assinto, não fazia tanto tempo assim que estava na patrulha, mas já estava ali havia sete ou oito anos.
- Entendo. Fico feliz que tenha se ajustado bem, e também surpresa com o tempo que conseguiu sobreviver fora dos muros. – Estava sendo sincera. E pessimista, mas era uma característica que nem sempre eu conseguia inibir. As próximas palavras proferidas pelo garoto me fazem rir verdadeiramente. Era uma brincadeira, claramente. Assinto novamente. – Bem, dizem que a maconha torna as coisas divertidas, não seria má ideia. – Respondo, entrando na brincadeira. – Acho que podemos fazer negócio. – Mordo o lábio inferior, e olho para os lados como se tivesse alguém ali que pudesse nos denunciar pelo ato ilícito.
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Baptiste R Schimmelpfenn
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Ter Mar 18, 2014 9:04 pm

Knowing is a Bless

Baptiste estava claramente entretido com sua mais nova companhia. É claro que quando ele havia deixado o escritório e seguido à biblioteca, ele não pensou que fosse achar alguém para conversar e de fato apreciar a companhia, mas como as coisas mais aleatórias que aparecem pela vida, foi o que aconteceu. Morgana era divertida por si só, como também tinha uma personalidade interessante. Se dizia tímida e que gostava de se passar despercebida, mas não perceber uma garota daquelas era algo extremamente complicado. Ao mesmo tempo, como já havia notado o garoto, ela tinha uma aparência frágil que contrastava com sua personalidade forte, e por mais que odiasse, ou sequer tivesse se dado conta do fato, ele estava intrigado. Baptiste havia sido cativado pela garota de cabelos vermelhos.
Quando ouviu o comentário da garota sobre não ser boa em manter relações por conta do medo da perda, o garoto deve de se mexer desconfortavelmente na cadeira. Baptiste havia perdido ambos os pais no caminho para o distrito e... Bem, não era uma memória boa, coisa que ele entendia. Coisa que na verdade, ele apostava que a grande maioria dos moradores ali entendiam. A perda havia se tornado algo natural, uma verdade horrenda. Mais uma vez Morgana corou e isso fez com que Baptiste abrisse um sorriso. Era cômico como ela parecia ter aversão a própria reação, mas ele gostava. Assentiu com o que ouviu a seguir.
-Eu sei como é difícil dar chance a outras pessoas, mas deixe-me te contar um segredo... -Falou, chamando a menina para aproximar-se com um gesto, e olhando para os lados, tendo certeza de que ninguém os ouvia. -Ficar sozinho é muito chato. -Sussurrou, abrindo um sorriso brincalhão e voltando a sua posição inicial na cadeira. -Como disse um poeta brasileiro, "Não é possível ser feliz sozinho". Eu tenho certeza que ele não se tratava apenas aquela melosidades clichês sobre romance.
Comentou com um sorriso enquanto se divertia girando o anel em seu dedo. Aquela era uma particularidade em relação a Baptiste. O garoto era impulsivo, não conseguia permanecer sequer um segundo parado e por mais que aquilo fosse uma desvantagem em muitas coisas, sempre foi uma característica que não tentou mudar. Seus pais já haviam tentado curar a hiperatividade com remédios, mas ele nunca parou de fato com um.
-Eu não procuraria por novos amigos na sombra. Imagine cada doido que anda por lá! -Brincou em relação ao comentário inicial da garota. Limpou a garganta com o que veio a seguir e mais uma vez voltou a bater a ponta dos dedos na capa do livro. -Sabe que eu também? -Sorriu, estremecendo com a lembrança. -A Alemanha estava uma doideira, entende? O vírus chegou um pouco mais tarde e, bem... Não tínhamos nada como isso aqui... Então todos estavam tentando vir para os Estados Unidos. Meus pais e eu esperamos por quase um ano em uma base militar até sermos mandados para cá...
Falou, fazendo questão de deixar para lá o fato de que havia perdido seus pais no percurso. Ele estava bem e seus pais haviam lutado para isso. Ambos... E era por isso que estava no ramo político, afinal. Primeiro arrumar o raio de sistema que havia dado erroneamente sua mãe como infectada e depois as tropas que não eram sempre organizadas. Assim, evitariam sofrimento de outros como ele. Uma risada pode ser escutada escapar da boca de Baptiste, para que ele se lembrasse de onde estava e levasse a mão, tampando os lábios, impedindo o som alto que havia emitido. Olhou para os lados se certificando de que não havia incomodado ninguém e por fim voltou os olhos para Morgana. Balançou a cabeça negativamente, erguendo uma sobrancelha.
-Eu sou um tanto careiro, mas podemos ver um desconto caso mereça. -Sorriu, falando baixo e em tom divertido. -Mas eu ouvi boatos de que a senhorita é do tipo que some, não quero ser usado. -Brincou, balançando a cabeça em desaprovação. Tossiu se endireitando na cadeira. -E eu espero que essa pequena brincadeira não arruine minha carreira.
Falou, dando uma leve risada em seguida. Passou os olhos pela sala, com um sorriso bobo no rosto.

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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Qua Mar 19, 2014 6:46 pm

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Concordo com um aceno de cabeça, realmente, viver sozinho não é uma boa opção, mas ás vezes a solidão pode ser uma boa companheira. A escuridão também, mas ambas são espadas de dois gumes. – De fato. Estar com alguém não significa prioritariamente estar junto a alguém, romanticamente falando. – Me ajeito na cadeira, colocando as pernas sob a cadeira e abraçando meus joelhos, apoiando o rosto nos mesmos em seguida. Franzindo a testa e fazendo uma careta. – Mas deixar alguém entrar em sua vida também implica em diversas conseqüências que podem resultar em... Dor. É, basicamente, dar um tiro com altas chances de o mesmo sair pela culatra. Pessoas são muito imprevisíveis.
Foi a única coisa em que consegui pensar, e um suspiro pesado se faz surgir em meio a onda de conjecturas que me vinham à cabeça. Balanço a mesma, me arrependendo pela onda de cabelo que veio a cobrir meu rosto. Céus, eu nunca mais sairia na rua sem nada para amarrá-lo. Encaro Baptiste novamente, ele parece não conseguir ficar parado, sempre se movendo, mesmo que para fazer pequenos gestos. Dou uma risada leve com sua próxima declaração, não consigo evitar arquear uma sobrancelha.
- Sabe, acho que todos nós somos um tanto quanto loucos, mesmo que minimamente. – Eu acreditava nisso, mesmo que minimamente, ninguém é igual à ninguém, cada um tem seu próprio meio de pensar e agir, pode se adequar a determinado contexto ou idéia, formando uma massa – caso venha de muitas pessoas – mas o conceito de normalidade é tão abstrato para mim quanto a possibilidade de cura do vírus que ensandecia os infectados. – Eles provavelmente se escondem nas sombras porquê ninguém os entende. - Dou de ombros.
Assinto quando ele explica como as coisas foram em seu país de origem, e me lembro de como aconteceu na Inglaterra. Toda a correria e o caos vêm em flashes em minha mente, e suspiro, balançando a cabeça para afastar as lembranças daquele tempo. Apesar de não ter muita fé de que as coisas seriam diferentes se tudo tivesse sido mais organizado.
- Foi uma confusão vir para cá, e praticamente nos enfiaram num avião. E, antes disso, passamos algumas semanas com toques de recolher, e mais algumas presos em casa. – Faço uma careta novamente. – Não sei se o distrito já existia naquela época, mas foi um caminho longo do Texas até Nova York. Muito longo.
Eu quase consigo sentir na pele todo o desconforto de quase doze meses de correria e medo, as vezes ainda acordo assustada por pesadelos em que tenho que assistir cada perda novamente. Um drama, eu sei. Mas acho que certas coisas tendem a nunca se perder na memória, e retornam quando eu estou, justamente, despreparada para isso.
A risada alta de Baptiste me tira dos devaneios, e rio junto com o comentário. Realmente, qualquer um que escutasse esta ultima parte da conversa sem levar em conta a brincadeira, iria pensar besteira, e ambos estaríamos ferrados.
- E o que eu teria que fazer para merecer um desconto? – Arqueio a sobrancelha direita e inclino a cabeça, franzindo a testa logo que ele diz ter ouvido dizer que eu era daquelas que sumia. – Hm, não sou de confiar em todo o mundo. – E tenho cicatrizes reais que mostram o porquê não devo confiar em qualquer um. Olho diretamente em seus olhos desta vez. – Mas só desapareço da vida de alguém se este individuo decidir trair minha confiança. – Sustento o ar sério por algum tempo, mas suspiro e dou um sorriso leve e me apoio no encosto da cadeira, abraçando o livro que pegara antes como se este fosse uma espécie de ursinho. – Não acho que vá, eles provavelmente teriam medo de você invocar algum demônio durante algum ritual satanista para persegui-los. – Brinco, fazendo referência ao que ele falara anteriormente. – Além disso, sempre há a possibilidade de levar um belo chute vindo das sombras, cortesia de Morgana Lynn Cunninghan. – Bato continência, mas reviro os olhos e sorrio bobamente, em parte por culpa do próprio sorriso do rapaz a minha frente e, também, dramatizando a brincadeira. É, eu tentava ser engraçada. – Não acho que qualquer um que tenha passado aqui nesse meio tempo tenha prestado qualquer atenção a nós dois. Se é que alguém esteve aqui além de nós.
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Qua Mar 19, 2014 7:15 pm

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A forma com que a garota falou do seu passado, como se fosse horrível e pesado fez com que Baptiste estremecesse. Seus olhos estavam vidrados na ruiva, escutando cada palavra e quando antes era desconfortável olhar nos olhos daquela, agora não era mais. A verdade era que ele havia se acostumado com a presença de Morgana e estava se divertindo com aquilo. Era mais do que estranho dizer que havia encontrado diversão na biblioteca, mas eles haviam de fato. Ouviu a história da garota que disse passar por bocados até chegar em NY. Se havia sido complicado do Texas até lá, imagine da Alemanha. O garoto soltou um curto suspiro sentindo seu peito doer de saudades de casa. Ele amava seu país, amava a sua terra, e ainda havia tido que se mudar para o país que menos gostava no mundo e que ironicamente era a sua única chance de sobrevivência.
Baptiste decidiu apenas assentir e ficar em silêncio para mudar o assunto pesado que era a situação atual de ambos. Todos sabiam das merdas que o mundo estava cercado e não precisavam ficar se lembrando daquilo, tudo o que trazia era dor. O garoto teve a atenção chamada quando a viu se encolher e então rir junto dele. Ela era tão bonita que ele tinha vontade de simplesmente ficar olhando para ela. Não por uma atração romântica ou coisa do tipo. Era apenas a mais pura beleza apreciada. Baptiste riu novamente com o comentário da garota em relação aos pactos demoníacos. Fez uma reverência.
-Sabe que você está certa? Evoco meus espíritos malignos e mando todos puxarem os pés daqueles que ousam nos maltratar, de noite. -Brincou no mesmo tom que a ruiva usava. Ergueu uma sobrancelha quando ouviu sua pergunta e franziu a testa por ainda não ter pensado sobre aquilo. Levou a mão ao queixo em gesto forçado de pensamento. -Que tal nós sairmos qualquer dia desses? Isso daria um bom desconto.
Falou em tom sorridente. Baptiste não estava flertando com a garota, tampouco lhe dando qualquer ideia. Ele havia apenas simpatizado com ela e achava que a ideia de saírem como amigos seria divertido. Ela era divertida e assim como ele parecia poder usar certa companhia. Bateu os dedos no livro, olhando para a capa. Ele estava usando mais o objeto como uma bateria do que por interesse de realmente lê-lo agora.
-Bom saber que tenho a senhorita ao meu lado para chutar que eu precise. -Falou em tom brincalhão. Deu risada ao escutar o comentário final que a ruiva deixou. -Ah mesmo? Eu realmente pensei que uma biblioteca num sábado a noite era o programa que todos faziam. Droga! Vim ao lugar errado para conhecer gente... Ou não.
Sorriu em tom amigável.

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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Qua Mar 19, 2014 9:39 pm

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- Problema resolvido então. – Falo rindo. Naquele momento, ele me lembrava um pouco Mitch, o jeito como brincava, o sorriso bobo sempre presente. Acho que, em parte, contribuía para o fato de eu estar tão comunicativa. Concordo com a proposta de desconto, seria legal sair um pouco da rotina de “casa-trabalho-casa”. – Acho justo. – Fico pensativa por alguns instantes. – É, pode ser.
Era uma coisa nova, considerando que ser sociável não era o meu forte. Talvez fosse hora de mudar algumas coisas, ou talvez eu só estivesse entorpecida por culpa de um momento de descontração junto a um... amigo? É, acho que poderia chama-lo assim.
- Uma mão lava a outra, afinal. – Respondo a seu comentário sobre o fato de sempre poder contar comigo para chutar alguém. Não deixo de notar que ele tamborila os dedos incansavelmente sob o livro que pegara. Arqueio a sobrancelha, mas nada comento. – E é sempre bom chutar alguma coisa, ou alguém. Ajuda a apaziguar o estresse.
Dou uma risada ao ouvir seu comentário – irônico, diga-se de passagem, e coloco o livro na mesa, ajeitando-me na cadeira pelo que parecia ser a milésima vez. Minhas mãos estavam suadas por passar tanto tempo segurando o velho volume de Admirável mundo novo. – Sinto lhe informar, moço, mas os jovens hoje em dia frequentam bares e festas nos fins de semana. – Paro e penso por um tempinho. – Acho que somos os nerds da história.
Olho para o livro que Baptiste usava como bateria improvisada (?!) e arqueio a sobrancelha. Nós estávamos em uma biblioteca, apesar disso, nenhum de nós sequer tocou em assunto algum a respeito de livros ou algo assim. – Sobre o que é o livro? – Pergunto, indicando a “bateria improvisada”.


---
OFF: 1 - Desculpa ter sumido, minha internet deu a louca e nada carregava e nem no chat eu conseguia mandar mensagem; 2 - Eu juro que tentei fazer um post melhor, mas não saiu nada melhor que isso. ç-ç
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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Qui Mar 20, 2014 7:08 pm

Knowing is a Bless

Baptiste abriu um sorriso satisfeito diante da concordância da garota com seu convite. Pronto, agora não era mais um rapaz solitário que ficava preso em seu escritório, agora ele havia arrumado uma... Amiga... Se é que podia-se chama-la daquela forma. O garoto parou de batucar no livro ao escutar o sarcasmo sair dos lábios da garota de cabelos ruivos. Assentiu.
-Acho que sempre fui o nerd no fim das contas. -Comentou, lembrando-se de como costumava tirar todas as grandes notas em seu colégio. Suspirou. -Acho que pelo menos encontrei uma amiga nerd, não preciso me preocupar com os valentões querendo me bater, porque ela adora chutar pessoas.
Brincou, soltando uma leve risada. Mudando de assunto de forma um tanto que repentina, Morgana perguntou para Baptiste qual era o assunto do livro que até então ele utilizava como instrumento musical e curioso o garoto pegou o livro, o observando por um momento. A verdade era que ele não tinha certeza. Havia pego para passar o tempo na prateleira de filosofia, e não tinha muita ideia de qual deles seria. Franziu a testa lendo as letras em dourado do título. Sorriu, revirando os olhos.
-Acho que o distrito conseguiu salvar um livro de Hobbes... Que aliás, eu já li. O leviatã. –Respondeu, frustrado por ter pego justo uma obra que já conhecia. O lado ruim de se morar no distrito era que as obras estavam se tornando escassas. Tinham apenas aquelas que conseguiram salvar e obras de escritores que ali moravam. Nada como costumavam ter.
Os olhos do garoto pararam em seu relógio de pulso e deu um pulo. Estava ficando tarde e ele tinha um milhão de coisas para fazer. Documentos para organizar, coisas do trabalho para adiantar. Se levantou apressado, castigando-se por ser tão avoado. Ora Baptiste! Soltou um suspiro enquanto abria um sorriso para Morgan e acenava.
-Foi ótimo te conhecer, eu te procuro e marcamos de sair, está bem? Eu pediria seu telefone, mas... Não temos telefone. -Sorriu, enquanto mais uma vez acenava e colocava o livro na prateleira. -Te vejo pelas sombras, Morgana.
Falou em última sentença, antes de deixar o local em passos rápidos.
ENCERRADO


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MensagemAssunto: Re: A Biblioteca   Sex Mar 21, 2014 1:31 pm

Me
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Morgan não deixa de rir com o comentário de Baptiste a respeito de a garota gostar de chutar as pessoas. Não era exatamente gostar, mas Morgana aprendera que, na sociedade atual, as pessoas tendiam a levar mais a sério alguém como ela quando descobriam que não era exatamente a bonequinha que aparentava ser. Não que a ruiva deixasse de ter este lado, ele ainda estava ali, mas era uma parte bem menor.
- É... Mais ou menos. – Diz, dando de ombros, enquanto soprava a franja, que voltara a cair sob os olhos verdes. O rapaz a responde a respeito do livro, e a garota assente, já vira o livro diversas vezes em seus passeios pela biblioteca, mas nunca se interessara pelo mesmo. Suspirou e olhou entre as prateleiras ao redor, imaginando que teria que deixar o confortável ambiente pelo mundo lá fora em pouco tempo. – Bem, não é como se tivéssemos um acervo muito variado, não é mesmo? – A comida e os recursos para a sobrevivência do Distrito eram prioridade nas excursões para o mundo fora dos muros. Livros vinham depois. Muito depois.
Distraiu-se por alguns instantes, observando os efeitos que a luz do fim de tarde surtia sobre as janelas e foi tirada de seus devaneios por um sobressalto do colega a sua frente. Ele se despede, dizendo também que a procuraria para marcar de saírem – Ah sim. – Respondeu, acenando de volta. – Nos vemos pelas sombras, então.
Baptiste se vai, mas Morgan continua por ali por um tempo, folheando as páginas do livro – ao qual não conseguira ler nem uma linha sequer – só saindo da biblioteca ao anoitecer.
Era hora de circular novamente pelo distrito.


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