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 [FP] Morgan L. Cunninghan

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Morgan L. Cunninghan
Patrulha de Defesa
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MensagemAssunto: [FP] Morgan L. Cunninghan    Sab Mar 15, 2014 10:13 pm


Morgana Lynn Cunninghan

Patrulha de Defesa.
Parte Norte.



Britânica.



19



Alina K.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS:
Pode ser classificada como magra e esguia, mas ao mesmo tempo é curvilínea e forte – devido ao árduo treinamento – não muito alta – mede cerca de 1,65m -  tem o rosto arredondado e delicado, a pele pálida e macia, um rosto arredondado, o nariz é reto e totalmente proporcional à face que pode muito bem pertencer à uma fada ou a um demônio. Sardas pontuam a área ao redor do nariz e abaixo dos olhos verdes que, por vezes, são calorosos como um dia de verão ou tão frios como o clima no ártico. Os lábios são rosados e cheios, mas raramente formam um sorriso.
Morgan costuma usar qualquer coisa que encontrar em seu guarda roupas – o que geralmente será algo preto. E quase nunca é vista sem o velho par de All Stars pretos de cano médio e moletom preto gasto da universidade de Oxford, que pertencia ao seu irmão mais velho. Tem facilidade para praticar exercícios físicos, apesar de achar desnecessário acordar cedo para fazê-lo.
Tem duas cicatrizes nas costas, quem as vê, costuma dizer que parece que foram arrancadas asas das costas de Morgan.
CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS
Num primeiro momento, Morgan será fria e distante, uma forma de autoproteção contra o mundo pela falta de confiança gerada pelos diversos acontecimentos ruins em sua vida. Mas quando a conhecer melhor, verá que, mesmo tendo escolhido trilhar um caminho banhado em sangue, Morgana é uma garota bem carismática e leal a quem lhe é leal. Só tenha em mente que, tendo a confiança traída, Morgan pode descartar alguém com a mesma facilidade com que se joga fora um brinquedo quebrado. Ela não tem receio ou medo de matar, e o fará se assim for preciso – mesmo que o alvo seja um humano, ou alguém a quem ela tenha certa afeição. Ela é movida por aquilo que precisa fazer e pelo desejo de eliminar as aberrações que a lhe tiraram a família.
A vida é contextual, cada situação e momento nos exige uma ação seguindo determinados padrões de comportamento, expressões, gestos, palavras. Morgan é o tipo de pessoa que adapta o comportamento de acordo com o contexto, apesar disso, na maior parte do tempo, o que a garota expressa por fora não é o que realmente sente. Não que isso não seja comum.
HISTÓRIA

Nasci na cidade de Leeds, umas das maiores da Inglaterra, e lá vivi pelos maravilhosos onze anos antes do holocausto que causou o fim de meu mundinho azul (não gosto da cor rosa, pois uma bruxa que eu era obrigada a chamar de professora insistia em usar esta cor toda vez). Eu era o tipo de pessoa que conhecia todos na escola, na vizinhança, e até alguns com quem convivia em lojas de confiança, padarias, livrarias – aquelas que a gente frequenta por anos por ter um atendimento excelente.
Lembro-me apenas de perceber, gradualmente, que coisas estranhas aconteciam: Meus pais, geralmente pessoas descontraídas em casa, estavam com uma postura séria em relação à mim e ao meu irmão, evitavam que assistíssemos televisão ou entrássemos na internet. Alguns colegas de classe adoeceram, e ficaram afastados por tempo o bastante para perder matéria o suficiente pra não ir nada bem nas primeiras provas do ano. Só percebi a situação crítica quando os carro da polícia passaram a circular com certa frequência nas ruas, e o primeiro toque de recolher foi instaurado em todo o país. Poucos dias depois disso, todos deveríamos permanecer em nossas casas, e o barulho de tiroteios e gritos tornou-se uma constante em nossas, antes pacatas, vidas.
Minha vida foi de um mar de rosas a um pesadelo em tão pouco tempo, que logo vi meu pai empunhando uma arma – coisa que o mesmo nunca fez – mamãe montando armas improvisadas com facas de cozinha e coisas que geralmente usávamos em churrascos. Também nos ensinaram a nos defender – tão eficientemente quanto uma advogada e um promotor público conseguiam. Não demorou muito para a luz ser cortada de vez e nós passarmos a temer cada ruído que vinha do exterior, vez ou outra, batiam nas portas e janelas com violência, e meu pai e meu irmão tinham que sair de casa para afugentar quem quer que fosse. Para mim, estávamos vivendo uma guerra, e eu me escondia nos braços de minha mãe a cada vez que os via saindo pela porta.
Eu só soube do que realmente acontecia quando um deles, finalmente, invadiu nossa casa e conseguiu morder meu pai. Minha mãe enfiou a mim e meu irmão no carro e a última coisa que ouvi de Archer Cunninghan foi “Mary, siga para o aeroporto”. Depois disso, nunca mais o vi, e hoje sei que ele deve estar morto, ou vagando com o resto daquelas coisas, ensandecido, inumano. Uma besta.
Foi um caminho árduo, e por várias vezes temi que mamãe nos matasse ao fazer uma curva muito fechada, ou atropelar diversas daquelas coisas que pareciam surgir nos momentos mais inoportunos. Lembro que o Aeroporto de Leeds estava um completo caos, e homens armados guardavam todos os portões. Cada pessoa era minuciosamente avaliada e verificava, aqueles que aparentavam estar doentes eram isolados, alguns – os mais enfermos – eram eliminados no saguão mesmo.
Nos colocaram no primeiro voo disponível para os Estados Unidos, aparentemente, as coisas não estavam tão críticas, mas ninguém parecia ter muita certeza já que a comunicação era escassa. Estavam tão enganados.
Aterrissamos no Texas, um lugar extremamente quente e desagradável, nos instalamos em alguns abrigos militares provisórios – aparentemente, ali era o lugar onde as coisas estavam menos piores, por assim dizer. Mamãe aprendeu a usar uma arma, e logo já ajudava como podia nas patrulhas noturnas.
E foi assim que meu irmão e eu a perdemos.
Minha última lembrança de minha mãe, a orgulhosa Anne Mary Lynn Cunninghan, é dela adentrando a barraca que dividíamos, apressando a mim e meu irmão e nos guiando para o primeiro carro que encontramos, junto com nossas malas e umas poucas provisões. Lembro de começar a chorar ao ver o sangue escorrendo de seu ombro, vindo de uma grande ferida, uma mordida, empapando o cabelo ruivo, os olhos verdes como os meus temerosos, mas ainda assim passando a firmeza que precisávamos para seguir em frente.
- Sejam fortes, crianças. – Ela nos disse, sorrindo como sempre fazia quando acordávamos assustados por culpa de um pesadelo, ou as batidas nas portas de casa. – Mitchell, cuide de sua irmã – Ela ordenou, meu irmão apenas assentiu. Ela então olhou para mim e seu sorriso se alargou. – Não chore, minha pequena Morgan, pois eu sei que você tem a força para aguentar tudo o que está por vir. E eu sei que não estarei mais aqui em breve, mas saibam que eu e seu pai amamos vocês com todas as nossas forças. Por mais que ele não tenha tido a oportunidade de dizer isso a vocês. E nunca olhem para trás. Sigam em frente, pois vocês irão precisar está sempre alertas de agora em diante.
Assenti, enquanto meu irmão dava a partida e eu, pela última vez, via minha mãe. Hoje, esta memória parece um tanto quanto opaca em minha mente, e talvez eu a tenha bloqueado propositalmente. Mas a vi apontando para a própria cabeça, logo em seguida, meu irmão me obrigou a olhar para a frente e ouvi um disparo. Talvez meu pai tenha feito o mesmo sem que soubéssemos, talvez não. Mesmo não tendo a certeza, prefiro pensar que ambos morreram sendo quem eram, mesmo se um deles tenha se transformado em um monstro (não deixa de ser uma morte, afinal de contas).
As semanas que se seguiram foram as piores de minha vida. Mitch e eu passamos por apuros tanto por culpa dos “zumbis”, quanto pelos humanos. A àquela altura, eu já não tinha muita fé de que sobreviveríamos por muito mais tempo. Não demorou muito para perdermos peso, e muitas vezes eu encarava meu irmão como se ele fosse uma bomba relógio. Mas conseguimos sobreviver sozinhos por cerca de 3 meses antes de nos juntarmos a um grupo. E a partir daí, comecei a acreditar que as coisas poderiam dar certo. Aprendi a me defender, a cozinhar e a reconhecer quem poderia ser uma ameaça, e quem poderia estar infectado. Mitch e eu nos tornamos mais unidos, e não me lembro nunca de ter chorado tanto quanto quando o perdi.
Meu irmão partiu um dia junto a um grupo que procuraria por mantimentos, tendo seus 17 anos, ele era ágil, inteligente e maduro o suficiente para ajudar. Apenas uma pessoa voltou desta excursão, e ele explicou que foram emboscados por uma horda, não muito grande, mas o suficiente para separar o grupo.
Ele me disse:
-Seu irmão pediu para avisar que vai voltar, mesmo que demore, ele irá voltar. – E eu esperei pelos meses que seguiram, mas nenhum sinal de Mitch, e eu definitivamente perdi as esperanças. Todas as perdas que sofri nesse curto período de tempo me fizeram me afastar. Tive medo de me apegar a alguém e perder esta pessoa novamente. Eu era parte do grupo, mas ao mesmo tempo não era parte de nada. Agia mecanicamente: corria quando tinha que correr, sorria se a situação pedisse, ajudava com as tarefas no acampamento e assim por diante.
Eu mal me lembro o dia em que fomos encontrados por patrulheiros, tamanho o caos que estava. Nosso acampamento fora invadido por um grupo de mal feitores e, apesar de saber que humanos podiam ser tão ruins quanto os infectados, eu fiquei surpresa com a crueldade imposta a nós. Foi assim, ao ter as costas perfuradas por cacos de vidro, que ganhei as cicatrizes nas costas. Fomos encontrados praticamente mortos – ou uma parte de nós. A ideia de um lugar – enfim – seguro era maravilhosa, e eu queria mais do que tudo que meu irmão estivesse ali comigo. Talvez tudo tivesse sido diferente, e talvez estivéssemos mortos. Mas pelo menos estaríamos juntos.
Pude crescer de forma mais ou menos decente no distrito. Um casal que dividia a barraca comigo e Mitch no acampamento decidiu, em termos, me adotar, e passei o resto da minha adolescência tentando aprender observando o meio de vida daqueles que tentavam sobreviver depois do fim do mundo. Não muito diferente do que eu passava fora dos muros, mas menos arriscado do que era lá.
Decidi me juntar a patrulha, pois o último ataque que sofremos – feito por mãos humanas – assombrava meus sonhos a cada noite. Eu ainda me lembrava com clareza do sorriso cruel daqueles em enfiaram caco por caco de vidro em minha pele. Da agonia, a dor me acompanhou por anos, até eu decidir torna-la minha força. Me juntei a patrulha de defesa pois queria proteger as pessoas dentro dos muros tanto dos infectados quanto de si mesmos. Fiz do distrito meu lar, apesar de me sentir sozinha a cada dia.
Nunca soube se Mitch morreu, e ainda hoje tenho esperança de que ele esteja vivo. Talvez tenha achado um lugar seguro, como o distrito. Talvez tenha se matado, ou sido morto. Só sei que, ainda hoje, guardo a última foto que tiramos junto a meus pais, pois eles nunca deixaram de ser minha família, e ainda hoje tento manter a imagem de todos vívida em minha mente. É só assim que consigo seguir com a vida, por mais que tivessem me dito para nunca mais olhar para trás.
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Última edição por Morgan L. Cunninghan em Dom Mar 16, 2014 1:46 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [FP] Morgan L. Cunninghan    Sab Mar 15, 2014 11:34 pm

Espere um pouco

Cara, Morgan,
Faltou a história do seu personagem! Pedimos para que edite sua ficha, para que possa ser avaliada!
Obrigada pela atenção,
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MensagemAssunto: Re: [FP] Morgan L. Cunninghan    Dom Mar 16, 2014 5:31 pm

Aprovada

Querida Morgan,
Meus sinceros, parabéns, sua ficha ficou impecável.
Temos o prazer de informar que foi aceita e agora tem a permissão de seguir com seus objetivos! Lembramos que todas as regras devem ser seguidas para um jogo sem conflitos. Bem vinda ao New World e boa sorte!
Staff

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MensagemAssunto: Re: [FP] Morgan L. Cunninghan    

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